Título: Por onde anda? Duas geração um nome: Amauri
Veículo: Gazeta Esportiva
Texto: Luiz Felipe Fagundes

Bernard, Bernardinho, Montanaro, Xandó, Fernandão, William, Renan, Ruy, Marcos Vinícius, Domingos Maracanã e, é claro, Amauri. Quem consegue esquecer esse fantástico time vôlei, comandado por Bebeto de Freitas, que encantou a torcida brasileira. Uma torcida tão acostumada a acompanhar seleção de futebol, mas que pela primeira vez na história trocava as bolas e os pés pelas mãos.

Amauri Ribeiro também estava na seleção brasileira masculina medalha de ouro nas Olimpíadas de Barcelona, em 92, mas foi destaque mesmo na geração de prata em Los Angeles, em 84. Foi, e ainda é, considerado um dos melhores jogadores de meio-de-rede do Brasil.
Mas a história dessa geração vencedora começou anos antes, em 1981, quando a seleção alcançou sua primeira grande conquista internacional: a terceira colocação na Copa do Mundo do Japão.

Em 1982, o time triunfou no Mundialito do Rio e conseguiu a medalha de prata no Mundial da Argentina. Na caminha rumo à Los Angeles, em 1983, um parada em Caracas: Brasil campeão do Pan-americano.

A campanha na Olimpíada de Los Angeles alternou momentos mágicos com problemas nos fundamentos e no relacionamento do grupo. A prata foi um conquista incrível, mas chegou com um sabor amargo de derrota. Pelo menos o mundo conheceu uma nova potência no vôlei, e o Brasil o melhor meio-de-rede de sua história: Amauri.

Maurício, Carlão, Marcelo Negrão, Giovane, Paulão, Jorge Édson, Janelson, Talmo, Tande, Pampa, Douglas e, mais uma vez, Amaruri. Uma nova geração, uma conquista sem precedentes. A união da experiência de jogadores como Amauri, Pampa e do técnico Bebeto de Freitas, com a juventude, chegou ao ouro olímpico e, mais do que isso, conquistou uma legião de torcedores que passaram novamente a jogar vôlei nas praias, nos clubes e nas escolas.

Dez anos depois de seu último grande trunfo com a seleção, o ex-jogador do Banespa, como não poderia ser diferente, continuou dedicando sua vida ao esporte que o projetou. Largar a vida de atleta, que iniciou aos 15 anos de idade, não significou deixar as quadras nem as bolas de vôlei. Amauri se tornou então professor de Educação Física, dando aulas na Prefeitura de São Paulo e na cidade paulista de Pirapora do Bom Jesus.

Logicamente, sua experiência não poderia ser jogada fora e Amauri também se tornou professor de vôlei, ajudando a criar novos valores e, quem sabe, substitutos a altura de sua geração.

O incansável meio-de-rede ainda planejou um programa de condicionamento físico destinado a empresários, trabalhando como personal trainning.

Mesmo longe da quadra, Amauri não deixa de acompanhar a seleção brasileira, torcendo muito não só pelas vitórias, mas pelo sucesso de seu companheiro de equipe em 84, Bernardinho, atual técnico da seleção.

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