A história do atleta
Como qualquer garoto, gostava muito de brincar, e desde cedo, as atividades esportivas chamaram a sua atenção. As primeiras paixões do campeão foram andar de bicicleta e jogar futebol. Morando em frente a um centro esportivo municipal, ficava fácil praticar diariamente, não somente estas atividades, como também natação, ginástica olímpica etc.. Com suas irmãs Mirna e Nice, cursou o 1o e 2o graus em colégio estadual, onde, devido ao incentivo de um professor de educação física, o Branco, começou a engatinhar em sua vitoriosa jornada de campeão do vôlei. Em 1972, encaminhado por esse mesmo professor para fazer um teste no Clube Atlético Paulistano, Amauri agarrou com unhas, dentes, cortadas e manchetes seu lugar como atleta profissional. A adolescência chegou trazendo a inevitável sensação de divisão entre o estudo e o esporte. Amauri conseguiu, com muita dedicação e apoio total de sua família, manter-se firme e presente em ambos, ainda que tendo de utilizar-se de três ônibus por dia para ir treinar. Quatro anos depois, em 1976, participou da campanha “Adote um atleta”, sendo um dos primeiros a ser adotados. Esse projeto daria origem, ao que hoje é, o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa. Ainda em 76, veio a 1a convocação de Amauri para a Seleção Brasileira, e em dose dupla. O atleta figurou, com destaque, tanto na Seleção juvenil quanto na adulta. O Brasil descobria seu novo meia de rede, um gigante com 1,95m, 90kg e tênis 46. Ratificando seu empenho e sede de conhecimento, em 1978, a Faculdade de Educação e Cultura de São Caetano do Sul, o recebia, como aluno em seu curso de Educação Física. O dia-a-dia de um atleta profissional não é fácil. Recheada de sacrifícios, contusões e incertezas, é uma rotina muito dura, onde os amigos são parte fundamental da vida desses heróis do esporte. Para Amauri não foi diferente, desde a época que ele morava na ponte-aérea, defendendo seu clube paulista e vestindo a camisa canarinho no Rio de Janeiro, os amigos estiveram lá para apoiá-lo. Amauri é um homem caseiro e prefere passar o tempo com a família, ou seja, com seu filho Lucca de 12 anos, do primeiro casamento, e com Lia Patrícia, sua esposa desde 97. E assim viveu e vive Amauri, ícone de campeão e líder da geração que revolucionou não apenas o Vôlei, mas todo o esporte brasileiro
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